segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Amigos

Bom é saber que podemos contar com os amigos. Melhor ainda é saber que eles querem que você conte com eles. Será que isso é possível?
Sempre tentei resolver tudo sozinho, mesmo que sem êxito, o importante é que tentei. Às vezes penso que o que sinto e o que sou é demais para eles e que, seus ombros não suportarão o peso da minha cruz e, seus colos não agüentarão o peso do sinto.
Mas a esses amigos agradeço pela sincera e fiel amizade. Eu amo vocês!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pegadas na areia

Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu precioso filho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando vistes na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu em meus braços te carreguei.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O que é sociologia

MARTINS, Carlos Benedito. O que é sociologia. São Paulo: Brasiliense, 2006. – (coleção primeiros passos).
Pode-se entender a sociologia como uma das manifestações do pensamento moderno. A evolução do pensamento científico, que vinha se construindo desde Copérnico, passa a descobrir, com a sociologia, uma nova área do conhecimento ainda não incorporada ao saber científico, ou seja, o mundo social. Surge posteriormente à constituição das ciências naturais e de diversas ciências sociais.

Relata o autor que, no século XVIII constitui um marco importante para a história do pensamento ocidental e para o surgimento da sociologia. As transformações econômicas, políticas e culturais que se aceleram a partir dessa época colocarão problemas inéditos para os homens que experimentavam as mudanças que ocorriam no ocidente europeu.

O visível progresso das formas de pensar, fruto das novas maneiras de produzir e viver contribuía para afastar interpretações baseadas superstições e crenças infundadas, assim como abria um espaço para a constituição de um saber sobre os fenômenos histórico-sociais.

A partir da terceira década do século XIX, intensificam-se na sociedade francesa as crises econômicas e as lutas de classes. A contestação da ordem capitalista, levada à cabo pela classe trabalhadora, passa a ser reprimida com violência, como em 1848, quando a burguesia utiliza os aparatos do Estado, por ela dominado, para sufocar as pressões populares. Cada vez mais ficava claro para a burguesia e seus representantes intelectuais que a filosofia iluminista que passava a ser designada por eles como “metafísica”, “atividade crítica inconseqüente”, não seria capaz de interromper aquilo que denominavam estado de “desorganização”, de “anarquia política” e criar uma ordem social estável.

Não será a sociologia, criada e moldada pelo espírito positivista, que colocará em questão os fundamentos da sociedade capitalista, já então plenamente configurada. Também não será nela que o proletariado encontra a sua expressão teórica e a orientação para suas lutas práticas.

Envolvendo-se desde o seu inicio nos debates entre as classes sociais, nas disputas e nos antagonismos que ocorriam no interior da sociedade, a sociologia sempre foi algo mais do que mera tentativa de reflexão sobre moderna sociedade.

O saber

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O processo geral do saber: a educação popular como saber da comunidade In: --------. Educação popular. São Paulo: Brasiliense, 1997. p. 14-26.

Para conhecer como o saber terá emergido à vida, é preciso nos distanciar longe de memórias remotas.

Brandão diz que o primeiro homem possuía traços que o tornava diferente de outros seres vivos, até mesmo os mais evoluídos. Ele tinha sinais no corpo que transformariam o ato do saber simbólico.

O autor relata que nossos ancestrais “peludos” eram desprovidos de símbolos, palavras e de cultura e por isso sobreviveram a salvos durante milênios sobre as árvores.

A evolução da vida limitou entre nossos ancestrais a descendência a um filho de cada vez, com exceção dos gêmeos.

Entre o animal e o homem a vida coletiva se impõe e a pequena determinação biológica de suas relações entre sujeitos pensantes gera uma lenta passagem do conhecimento para o conhecimento simbólico.

Desprovidas de forças e armas do corpo para matar ou fugir e, inicialmente, desprovidos de um saber necessário que pudesse passar de um corpo a outros, os pequenos seres humanos atravessaram longos períodos da vida convivendo em companhia de iguais no interior de grupos cada vez mais estáveis e, ao longo do tempo cada vez mais complexo. Ao criar um tipo absolutamente novo de trocas onde entre um ser e outro não há apenas eles e a natureza, mas também objetos.

Segundo Brandão, ensinar-e-aprender tornam-se inevitável para que is grupos humanos sobrevivam agora e através do tempo, é necessário que se criem situações onde o trabalho e a convivência sejam também momentos de circulação do saber.

As sociedades tribais, assim como os homens do passado longínquo, fazem os seus ritos de passagem não celebrando apenas o fato de que meninos e meninas chegaram a uma dada idade. Celebravam também aqueles que eram reconhecidos como sabedores dos conhecimentos necessários para o ingresso na vida adulta.

Alguns poucos especialistas de artes e ofícios, como os da religião primitiva, em algumas tribos, todos sabiam tudo entres si e se ensinavam-e-aprendiam, seja na rotina do trabalho ou durante raros ritos, os homens falavam dos deuses para na verdade ensinarem a si próprios. Esta foi educação popular.

Através do plantio de grãos o homem pode fixar-se, separar-se de atividades continuas e de resultado imprevisto e pode multiplicar-se.

Para proteger a riqueza e conservar o poder, os senhores da cidade aos poucos criaram os Estado, as milícias, a ciência, a religião e a arte, que já não representavam mais a vida solitária da comunidade antecedente, mas a sua divisão.

Uma divisão do conhecimento necessário não acontece de uma vez, nem se deu do mesmo modo em todos os tipos de sociedades, desde um remoto momento da Pré-História até hoje.

Para Brandão, a produção de um saber popular se dá, pois, em direção oposta àquela que muitos imaginam ser a verdadeira. Não existiu primeiro um saber científico, tecnológico, artístico ou religioso, que levado a escravos, servos, camponeses e pequenos artesãos, tornou-se empobrecido, um “saber do povo”.

O autor conclui dizendo que, um saber da comunidade torna-se o saber das frações (classes, grupos, povos, tribos) subalternos da sociedade desigual. Em um primeiro longínquo sentido, as formas – imersas ou não em outras práticas sociais -, através das quais o saber das classes populares ou das comunidades sem classes e transferido entre outros grupos ou pessoas, são a sua educação popular.

O medo do novo

Não sei porque aqui vim parar, ou melhor, sei sim, mas não queria estar aqui. Tudo o que é novo dá medo, porque estamos acostumados a fazer sempre o velho, que antes era novo.
O medo faz parte de mim e acredito que de todo mundo também. Uns tem pouco, outros tem muito assim como eu.

Não criarei espectativas, vou deixar rolar e ver aonde é que vai dar!